Hoje não há piadas. Estou de ressaca.
Estou com ansiedade pré-férias, estou com as dúvidas próprias da idade avançada, estou com sono. Estou melancólica, suponho.
E ontem, durante aquele limbo que é o adormeço não adormeço, com o mundo a andar à roda do calor e tal, veio-me à cabeça 1 pergunta que me assalta silenciosamente há anos, e suponho que o segredo para acabar com esta insatisfação e inquietude permanente se esconda na resposta. Mas, infelizmente, como diria uma das profes de filosofia, as questões filosóficas mais profundas não têm resposta, só têm mais perguntas. E então, meus amigos, parece-me que esta é das grandes.
Antes de a revelar... a primeira pergunta em relação à pergunta, é porque é que ela me ocorreu em inglês. Resposta: não sei, porque sou parva, porque não controlo o idioma em que penso e sonho, porque tão depressa sonho em espanhol como em algarvio.
Segunda pergunta sobre a pergunta: qual é a pergunta?
Why do we try so hard to be different when all we ever wanted was to be like everyone else?
Ou, transposto para a língua mãe:
Por que é que tentamos ser diferentes quando tudo o que mais queremos é ser iguais?
Bem, mais do querer ser igual, quero querer ser igual. Complicado, não é? Pois é meus amigos.
Alguém tem ideias?
Normalmente, quando me sinto perdida, incompreendida e preciso de sentir que toda a gente se sente assim de vez em quando, apoio-me no Manel. E ainda não foi desta que me desiludiu...
Amanhã já estarei a cheirar o atlântico...
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quarta-feira, 6 de agosto de 2008
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