terça-feira, 2 de setembro de 2008

Think about it

Continuo obcecada pela genialidade destes 2.

Não consigo parar de rir com isto.
Ouçam a música please, se gostam de humor british, vão adorar o humor kiwi.

E aborda temas actuais. a minha favorita, fala sobre sida e a forma como o mundo está violento:




"could someone pleeze remove theeze cutlerieeez from my kneez"

Pure gold!!!

a segunda, sobre o racismo



brutal

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Mais Flight of the Conchords

Com letras.

Sei que apenas passaram 5 minutos desde o último post, mas adorooooooo!!!




Com letra e tudo:

Bret: Hello.

Jemaine: Hi.

Bret: Hello man sitting in the park.

Jemaine: I just said hi, woman in the park.

Bret: How you doin'?

Jemaine: Mmm'good thanks.

Bret: Your looking good.

Jemaine: Pardon?

Bret: I said you're looking good.

Jemaine: Fair enough.

Bret: 'Jenny

Jemaine: Pardon?

Bret: Jenny

Jemaine: No I am sorry I think you've mistaken me for somebody else

Bret: No it's me, I'm jenny, my name is Jenny

Jemaine: Oh You're'oh' Ha ha ha ha' I thought' oh' what a hilarious misunderstanding.
Nice to meet you Jenny

Bret: We've met before - quite a few times actually.

Jemaine: Yes of course we have. I meant it was nice to meet you that time that I met you. Where was it that we met that time that I met you when I met you?

Bret: At a party.

Jemaine: That's right! Wasn't it one of those boring work parties?

Bret: No.

Jemaine: That's why I said wasn't it. It was the party of a mutual friend. - Was it? - Wasn't it? - Was it? - Wasn't it?

Bret: Yes it was.

Jemaine: Yeah, I thought so. Oh'Bobby's.

Bret: No

Jemaine: Doug's?

Bret: No

Jemaine: D-dog's?

Bret: No

Jemaine: Maxwell's?

Bret: No

Jemaine: Andy's?

Bret: Yes Andy's

Jemaine: Yeah Andy's party, ooh that's right. Ooh, Andy knows how to throw a party, doesn't he Jenny?

Bret: Yeah, I love Andy's parties!

Jemaine: I love Andy's parties. What crazy parties. How is that guy anyway?

Bret: She's good

Jemaine: Ooh that's right, Andy hates it when I forget that.

Bret: We watched a movie.

Jemaine: Yeah'it was something like but not necessarily Schindler's List. We watched it and we wept

Bret: It was Police Academy 4. We went for a walk

Jemaine: On our feet if I remember correctly.

Bret: We walked to the top of the hill and we ate sandwiches.

Jemaine: Oh, We'd just grab a sandwich and put it in our mouths. Oh, that's the only way to have sandwiches. Oh Jenny, tell me do you still walk? Do you still get into sandwiches in a big way?

Bret: Still walk a lot but I am not eating as many sandwiches as back then

Jemaine: Uh'

Bret: Do you remember what we did up there at the top of the hill?

Jemaine: Kind of'

Bret: We were standing at the look out

Jemaine: Oh, I remember exactly what we did at the look out. We just looked out' across the city from our little spot on the hilltop. Oh, It is so pretty from way up there. We talked about how the lights from the buildings and cars seemed like reflections of the stars that shined out so pretty and bright, that night.

Bret: It was daytime.

Jemaine: The daytime of the night.

Bret: Do you remember what you said to me?

Jemaine: Not word for word actually Jenny, but I remember there was some verbs.

Bret: Well you said meet me here in one year. You just needed some time to clear your head, and you seem to have done that.

Jemaine: La la la la la la la la la la la la la.

Bret: We have a child.

Jemaine: Pardon?

Bret: We have a child.

Jemaine: Why didn't you tell me, Jenny? Why didn't you tell me that day when we went to the top of the hill and we made sweet, oh how we made such sweet, sweet sandwiches. Does it have my eyes, my way with words? Does it look like me at all?

Bret: No, not at all 'cause we adopted him. I can't believe you don't remember, it was a very difficult process!

Jemaine: Oh'uh, oh'are you sure that was me Jenny?

Bret: Yes I am pretty sure that it was you, John.

Jemaine: I'm Brian

Bret: Oh my god! I'm so sorry!

Jemaine: Don't worry.

Bret: Now that's terrible.

Jemaine: Oh, don't worry.

Bret: Oh, how embarrassing!

Jemaine: Don't worry Jenny, I'm actually quite relieved. That kind of thing just happens all the time, I just got one of those faces I suppose

Bret: So does John, ha, he's got one of those faces as well'

Bret and Jemaine: *awkward laugher*

David Bowie em ácido

Mas a brincar :P

Para quem nunca ouviu falar, os Flight of the Conchord são uma banda a seguir com atenção por quem tem sentido de humor, cultura musical e alguma estaleca na língua inglesa para perceber as piadas.

Para mim são simplesmente geniais.

A melhor imitação de bowie de sempre:




Long live the flight, long live the kiwis!!!
Vale a pena vasculhar 1 pouco pelo youtube...


E 1 brinde espacial para os fãs freaks do anel...



sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Para ouvir com o som a bombar!

Adoro esta música. faz-me dançar sozinha no quarto como se não houvesse amanhã. É 1 bom exercício aeróbico. E para soltar energia e stress é do melhor. Fechem-se no quarto, não tenham medo de fazer figuras onde ninguém vos vê e soltem-se, cacete! Saltem em cima da cama, toquem guitarra, partam os móveis e riam até não poder mais. É o que vos desejo para hoje :D





Obrigada, will shatner

terça-feira, 26 de agosto de 2008

De volta à rotina...

Mas por pouco.
A verdade é que quase ficava apeada no aeroporto de Lisboa.

Depois de na última viagem a terras lusitanas ter cometido a proeza de conseguir comprar o bilhete ao contrário (LX-BCN, BCN - LX) e ter de pagar outro, desta vez decidi que não iria cometer erros. Mas, já com o bilhete comprado há algum tempo, decidi meter mais um dia de férias e prolongar a minha estadia até sábado, em vez de partir na quarta-feira prevista inicialmente. Confirmei o voo 4 vezes antes de o comprar, paguei 1 fortuna, mas afinal uns dias mais ao colinho da mamã valem a pena e nem pensei mais no assunto.

No dito sábado, saio de casa com os meus pais por volta das sete da manhã, com a almofada atrás para bater uma bela sorna da Marinha Grande até ao aeroporto, e a verdade é que dormi um soninho profundo que me soube a ginjas e só acordei estávamos mesmo a chegar ao aeroporto. Ora eu tenho um grave problema ao acordar. Embora acorde super bem disposta, meiguinha e sem pingo de rancor por quem me acorda, na verdade não sei muito bem onde estou ou o que estou a fazer, mas disfarço bem. Pois acordo, tiro as malas do carro em modo zombie, despido-me dos papás e lá me encaminho para a zona do check in, meto a mão na malinha que levo sempre a tiracolo com os documentos, telemóvel, dinheiro, mas só consegui tocar o vazio...

Pânico...

A mala tinha ficado no banco de trás do carro

Sozinha e abandonada num sítio onde ninguém nunca a descobriria.

Penso - acalma-te, Inga, pensa. O que é que fazes para resolver a situação?

Pânico!!!!

1 pessoa normal pediria 1 telemóvel emprestado, ligaria aos pais, ou na falta de se lembrar do número, ligaria para o próprio telemóvel, e assim os papás veriam a mala esquecida e voltariam para trás. E como eu gostaria de ser 1 pessoa normal...
Mas a verdade é que pedi o telemóvel emprestado mas não conseguia ligar para absolutamente ninguém, porque não sei o número de ninguém! Nem o meu!

Comecei a entrar mais em pânico, a ver imagens de mim abandonada no aeroporto como 1 cão vadio, com as costelas a furar a pele, como uma sem abrigo, mas depois também me lembrei - nem tudo está perdido, se tiveres de ficar aqui tens roupa para mudar, perfume para não cheirar mal e os bolos da mãe. Claro que n em me lembrei que, tendo dinheiro no bolso, podia perfeitamente apanhar 1 táxi para casa do meu irmão, comprar outro voo e ir no voo da noite (a pagar 300 euros mais).

No desespero lá me lembrei do nr de uma tia, liguei-lhe e peço para ela ligar aos meus pais, para me encontrarem à entrada. Lá vou cabisbaixa e nervosa para a porta de entrada, faltava meia hora para fechar o check-in mas àquela hora já os meus pais estavam em benfica, cravo 1 cigarro a 1 senhora que me deu o maço todo porque o namorado não sabia que ela fumava, acendo 1 cigarro e vejo... o meu pai!!!

Milagre!!!

O meu pai tinha visto a minha mala ali perdida ainda nem tinham saído da estrada do aeroporto, mas claro, não tinham como me avisar nem eu a eles. E a minha mãe estava na fila para o check in com a minha mala.

Ou seja, o que tenho em conice tenho também em sorte.

Lá vou eu com as malas pesadas à procura da mamã, está na bicha, beijinhos, abraços, meto-me na fila em vez dela e começa 1 casal de tugas a desatinar por eu ter passado. Segundo o que diz a minha mãe, ela estava na bicha, mas ela tb não é certa, então não faço ideia de quem teria razão. Mas só depois do stress pós-traumático é que começo a achar imensa piada às bocas com que o casalinho me brindou: "os portugueses têm sempre desculpa para tudo" (como se eles não fossem portugueses, fossem de uma raça superior), ou "deixa lá, mor, vamos a Barcelona, a gente tem é de pensar que vamos a Barcelona", o que denunciou logo a condição de gente muito viajada. Ignorei, no fim agradeci a simpatia e compreensão e desejei umas boas férias aqui e que gostassem de BCN, que era 1 cidade linda, sem rancor, sem ironia, já a achar piada à situação. Têm azar, está mau tempo.

Já quase a sair do avião, a senhora que ia ao meu lado mete conversa, descubro que vai para perto de mim em BCN, e, ainda mais coincidência, era de Faro, a minha terra natal. Estava a ser 1 dia muito estranho mesmo, e assim que cheguei a casa já não saí por esse dia... já tinha esgotado a minha quantidade de sortes, azares e coincidências.

De volta a casa, tudo igual, com menos brasileiros. O tempo aqui está nublado, não faz calor nem frio, tenho imenso trabalho pendente e perspectivas de 1 mês de setembro agitado. Entre ter de procurar casa e mudar, vamos ter imensas visitas que prometem animar a coisa. O Yiannis vem ficar 1 mês. O Pino vai voltar. Vêm amigos do Pino, vêm amigos meus, vêm as festas das mercês com muita música e vida... tenho a certeza que não me vai faltar material para escarrapachar nestas páginas, só tenho é de arranjar tempo.

Parabéns Nélson!!!



O nosso Nélson Évora tornou-se o novo ídolo de Portugal, e não só. As senhoras brasileiras, e provavelmente alguns senhores também, renderam-se à beleza e sex appeal do nosso produto nacional e estão prestes a atribuir-lhe a medalha de bronze para a posição homem mais jeitoso dos jogos olímpicos. E se normalmente desconfio das opiniões com pronúncia do outro lado do atlântico, desta vez sou obrigada a concordar... bem, mais ou menos...



A verdade é que com estes calções justinhos e verdes, a notar-se a grandeza da sua... alma lusitana, o nosso Nélson merecia pelo menos o ouro...

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Dúvidas

Hoje não há piadas. Estou de ressaca.
Estou com ansiedade pré-férias, estou com as dúvidas próprias da idade avançada, estou com sono. Estou melancólica, suponho.

E ontem, durante aquele limbo que é o adormeço não adormeço, com o mundo a andar à roda do calor e tal, veio-me à cabeça 1 pergunta que me assalta silenciosamente há anos, e suponho que o segredo para acabar com esta insatisfação e inquietude permanente se esconda na resposta. Mas, infelizmente, como diria uma das profes de filosofia, as questões filosóficas mais profundas não têm resposta, só têm mais perguntas. E então, meus amigos, parece-me que esta é das grandes.

Antes de a revelar... a primeira pergunta em relação à pergunta, é porque é que ela me ocorreu em inglês. Resposta: não sei, porque sou parva, porque não controlo o idioma em que penso e sonho, porque tão depressa sonho em espanhol como em algarvio.

Segunda pergunta sobre a pergunta: qual é a pergunta?

Why do we try so hard to be different when all we ever wanted was to be like everyone else?

Ou, transposto para a língua mãe:

Por que é que tentamos ser diferentes quando tudo o que mais queremos é ser iguais?

Bem, mais do querer ser igual, quero querer ser igual. Complicado, não é? Pois é meus amigos.

Alguém tem ideias?

Normalmente, quando me sinto perdida, incompreendida e preciso de sentir que toda a gente se sente assim de vez em quando, apoio-me no Manel. E ainda não foi desta que me desiludiu...





Amanhã já estarei a cheirar o atlântico...